Festival Calango – 3º Dia (01/11)

Nevilton no palco do Festival Calango 2009
O terceiro dia (1º/11) do Festival Calango, diferentemente dos outros dois, foi de graça e na Praça das Bandeiras, um espaço público perto do centro administrativo de Cuiabá, com essas mudanças conseguiu atrair ainda mais público que nas noites anteriores.
A programação musical também estava diferente, bem mais eclética e menos “pesada” que as noites anteriores, ia da MPB do clássico guitarrista Toninho Horta ao Rap do Linha Dura, passando pelo rock-brasileiro do Nevilton e o kraut-rock do Cassim & Barbaria.
No terceiro dia, vimos bandas com muito futuro, como a banda Somero vinda lá de Boa Vista (RR), mostrar seu indie-blues-rock mostrando que o norte é um grande celeiro de revelações, desde Los Porongas, Madame Saatan, que são realidades nesse cenário independente, passando pelo Mini Box Lunar que tocou no segundo dia do Calango chegando à Somero. Conversamos um bom tempo com Vinícius, o vocalista da banda, que contou mais sobre a cena em Boa Vista e fez um panorama geral do norte do país, mais bandas boas à vista (desculpem o trocadilho).
Depois de ser considerada a grande revelação pelos jornalistas presentes, a vocalista e compositora, Maísa, da banda Vitrolas Polifônicas declarou na coletiva de imprensa que a banda iria acabar, pois estava se mudando para BH. Estávamos lá e presenciamos muita emoção por parte dos fãs e dos integrantes da banda. Seu som realmente parecia ter um futuro, no começo da banda era bem blues, mas no momento as composições eram meio “4” do Los Hermanos, ou seja, samba misturado com rock, e muitos acordes dissonantes. Maísa também afirmou que seguirá em carreira-solo, então não custa nada acompanhar essa garota de apenas 18 anos. Caso vá ouvir Vitrolas, tente “É o que me excita”, o “hit” da banda.
Pra variar, o trio Nevilton fez um grande show, desses que você põe no top3 de festival, sem pensar duas vezes. Com um novo baterista, Chapola, eles levantaram o público cuiabano que já vinha quente da apresentação anterior, os Inimitáveis, e puseram todo mundo pra dançar, apesar das loucuras de Nevilton, o cantor-compositor-guitarrista, que mistura David Bowie e Chico Bento, como ele mesmo diz; cita Egberto Gismonti no meio de uma música e mesmo assim é pop, pop pra dançar, pular e cantar junto os refrões grudentos desses paranaenses que tem um talento incrível. Fiquem de olho, dia 5 de dezembro, eles estarão na Livraria da Esquina.
Depois dos paranaenses que não param, veio Cassim & Barbaria, banda totalmente cerebral, com duas baterias, duas guitarras, baixo e sintetizador e efeitos. Com um som calcado nos experimentalismos, um pouco de rock progressivo e no rock mais normal, o Cassim fez um bom show, possível de entender o motivo deles terem feito duas turnês fora do país.
Depois tivemos destaques locais em outros gêneros como Markus Ribas e Ebinho Cardoso, MPB e Jazz, respectivamente.
E assim foi o último dia do Calango, com uma diversidade bem maior de gêneros, uma quantidade de público ainda maior e a qualidade mantida. Em breve, teremos algumas entrevistas sobre cenas independentes e outros assuntos.
E aguardem novidades no site!
By Daniel G0 (@ror_re)
Fotos por Laís Merini