Na Diagonal
7jan/1016

Tradicional post de ano novo

Para abrir o Ano de 2010, projeto "Na Diagonal" começa com uma crônica de uma das pessoas do projeto, um dos seus colaboradores, na verdade ele apenas participou com um vídeo em um dos nossos eventos.Seria muito normal começar o ano dando as boas vindas, desejando bons frutos, resolvemos começar de uma maneira diferente.

A "história" aqui é de um membro do projeto que viveu o seu "Ano Novo" e que nada mais justo do que vocês vivenciarem esse "Ano Novo".

enjoy! 

 opafinal

 Opa...

 

Oi gente!

Ao ser convidado por um cara, que é do todo meu agrado e que por sinal, é nada menos que o idealizador desse “motim”. Dispus-me a dar a cara pra bater e, de algum modo, dividir tal responsabilidade com todos os que freqüentam essa casa de debate e discussão.

Pensei até que não me haveria assunto o bastante, que fizesse valer o tempo precioso dos que venham, ocasionalmente fuçar na página desse projeto promissor: O "Na Diagonal"

Contudo, me passa pela cabeça a tarefa de (re) contar e reavivar nossa cerimônia “ecumênica” de réveillon – já que cada um tem mesmo uma concepção quase religiosa, do modo que lhe cabe, quanto à pretensão das atividades a serem postas em prática , mesmo que nem todos compartilhem do mesmo vício.

Mas isso é outra coisa! Acontece que, apesar da insistente tentativa – culpa de alguns deslizes orçamentários, incluindo a incessante garoa -, depois de duas horas, finalmente, acendemos a bendita churrasqueira “lunar”. Coisa que se repete uma vez a cada ano, se é que me entendem. De qualquer forma, exceto pelos desfalques, nada improváveis, pudemos uma vez mais seguir adiante com a profana comemoração - coisa que tende a se concretizar como tal, à medida que o álcool vai se sentindo cada vez mais a vontade, na cabeça e nos passos dos “contribuintes” -, salvo a musicalidade. Nem só de cana vive o país! Vale ressaltar o desempenho equivocado, mas bem intencionado, dos poucos que se arriscavam num dos três violões presentes no recinto, os quais clamavam por sossego ou um mínimo de afinação possível.E como diz o saudoso ditado: “Violão de bêbado não tem dono!”.  No decorrer da noite para o dia as coisas necessariamente iam tomando rumos triviais, de modo que, num dado momento, Rodrigo Amarante me liga ao celular, recorrendo royalties de uma desconstrução melódica que acidentalmente nascera no momento em cada um buscava, por si só, destacar-se no coro de gato pingado.

Crueldade seria desmerecer o trabalho de improviso que os atores ou não subitamente punham em prática, como uma atividade recreativa ou de interação, o que prendera de fato a atenção da galera – sedenta por alguma diversão a complementar o kit: churrasco com cachaça e... Por incrível que pareça, essa crônica não discorre crítica, nem suscita indagações, já que quem vos “fala” se manteve assíduo opcionalmente a churrasqueira “lunar”, no intuito prioritário de dar cabo ao apetite da rapaziada, os quais se mostravam não somente saciados, mas privilegiados em degustar tal lingüiça sabor frango e vice-versa.

Divertido mesmo é descobrir, em forma de repreensão, do solitário frentista de um desabitado posto de gasolina – à uma hora da tão esperada apoteose.E que algumas ruas logo acima colaborar a um ato que não se deve acender nunca uma churrasqueira com gasolina aditivada, a não ser que se pretenda comer todo mundo no espeto.Mas é um ano novo, né?

 Ia me esquecendo de comentar sobre a batida de pêssego em caldas, tão saborosa quanto o cuscuz da mãe do anfitrião, ou ainda, o bolo de chocolate da mocinha que se apropriou da receita de sua avó italiana (imagino). Bom, pra quem abriu mão de tal empreitada e viajou pra longe, convicto de ser uma boa escolha – essa coisa chique de último capítulo de novela da Globo -, meus pêsames, pois, sem dúvida, não sabe ainda o que é diversão.

Quer coisa melhor do que ter uma casa com churrasqueira e geladeira abarrotada de cachaça toda a sua disposição, onde reunir coleguinhas tão estranhos quanto teu próprio irmão e ainda chapar até as 06:00? Eu não! 

 by Bonifácio