A Casa dos artistas…de verdade!
Centro de São Paulo, mais precisamente na afamada Av. São João, local de encontros, desencontros e por que não, perseguições. Cenário para trilhas sonoras e poemas, agora, podemos incluir ai também um lugar para falar de arte.
Mais precisamente no número 288 da Av. São João, no centro de São Paulo, a Redbull adentrou pelos corredores e salas de um velho hotel construído em 1918, o Hotel Central, obra de Ramos de Azevedo. Lá instalou sua House of Art, com artistas de diversas nacionalidades apresentando seu repertório selecionado por Lucas Bambozzi e Maria Montero. São dois andares ocupados.
Logo que chegamos à recepção somos informados de que bolsas e mochilas não entram, mas câmeras e celulares são bem vindos! Mas não seguimos em frente, a exposição começa no salão ao lado, e vamos nós.
O primeiro andar, o de maior impacto visual, ocupa uma grande sala onde as 4 paredes estão ocupadas com grandes painéis e grafismos, inclusive uma instalação de vídeo e uma tevê onde pôde ser visto o making of de uma obra que você só verá no segundo andar. Logo que continuamos chegamos a um novo cômodo, esse, pequeno e ladrilhado, lembram o banheiro e também cenário principal do primeiro filme de “jogos mortais”. O clima é o mesmo. Mas ali as paredes estão todas preenchidas por textos e mensagens e os materiais utilizados para escrever, jogados ao chão, no centro uma “cabana” feita de materiais diversos com uma bandeira em cima, marca o território do artista. Aqui você pode ver o flickr com fotos.
Fim do primeiro andar.
Voltamos à recepção e então subimos a pequena escadaria que dá acesso ao segundo andar, abre parênteses, no caminho há um grande painel todo resenhado com giz, frases, mensagens e declarações, de curadoria para público, artista para curadoria, público pra artista e assim vai, arrisque seu giz, que são oferecidos em copinhos de plástico debaixo do painel, fecha parênteses. Chegando ao segundo andar temos um mapa com a localização das salas ocupadas onde poderemos desfrutar de mais criações. Há também um lounge comum e sociável, e salas onde os artistas desenvolvem suas peças e workshops.
Por detrás de uma cortina branca temos a primeira das 2 salas disponíveis quando entramos. Nela apenas uma pia, uma janela e almofadas no centro rodeado de um visível sistema de home teather que envolve a sala com uma áudio instalação, a mesma que, no primeiro andar pudemos assistir ao making of. Durante uma hora pode se ouvir o clima e deitado nas almofadas, facilmente você pode se deixar levar e só sair de lá quando a sua consciência voltar, ou não agüentar mais o calor da sala, propósito da obra possivelmente? Ficou bem interessante!
Seguindo o corredor, uma nova cortina, preta, que nos serve de porta para a segunda sala, escura, o oposto da anterior, inclusive pelo clima, aqui o ventilador está ótimo. De frente ao fundo da sala, pedaços geométricos estão pendurados como móbiles, se sobrepondo uns aos outros por toda a parede, na altura dos olhos. Neles esta sendo projetado um vídeo, e um fragmentado passeio turístico pode ser acompanhado, com visão lateral.
Fim do segundo andar.
Fim da Redbull House of Art para nós, por enquanto, a próxima incursão será à partir do dia 05 de Dezembro quando entrará novamente em cartaz.
Com um conceito e uma proposta bem interessantes no Brasil, sendo o primeiro país a ser apresentado o projeto, e o deleite de conhecer um hotel clássico vestido com obras contemporâneas são, no mínimo, uma ótima experiência!
By Lucas Röttgering