Batepapo – TALITA ALVES

Talita Alves
O NaDiagonal bateu um papo com a simpática Talita Alves, que, para quem não conhece, despontou com a nervosa (no bom sentido da palavra) banda MOTORES, no programa Rally MTV, projeto da MTVLA e MTV TR3S, de onde saíram vitoriosos.
No batepapo falamos sobre o fim da MOTORES, de seu novo projeto que promete reiventar a Talita de hoje, também entramos no assunto da cena Latino-Americana e como é o envolvimento com as bandas fora do país e sobre integração entre os movimentos artísticos que estão por ai, abaixo segue a entrevista:
A banda
Nadiagonal - Sabemos que a Motores acabou, como foi pra você, depois tanto tempo de convivência?
Talita Alves - No início fiquei um pouco triste, afinal temos amor por este trabalho! Tomamos uma decisão em conjunto, pois cada um estava com projetos paralelos a um tempo. O importante é que a amizade continua e Motores continuará vivo, na nossa história, sempre!
ND - Como foi tocar fora do país, pra outras culturas e publico? Eles são mais exigentes? Como receberam a musica de vocês?
Talita - Foi muito foda! Argentina foi uma experiência incrível. No começo eles estranharam, depois entraram no clima, polgaram e quando cantei em espanhol, aí foi demais!!!
ND - A cena independente latino americana você enxergou como?
Talita - Eles são mais organizados, acho que valorizam mais. O espaço é muito maior e você pode viver disso!
ND - integração de bandas existe lá fora? E com bandas de outros paises há algum preconceito?
Talita - Sim, existe. Preconceito musical, acho que não. O que rola é um pouco de preconceito pessoal, o clássico Brasil X Argentina.rs.
ND - E por aqui, quais foram os desafios mais marcantes?
Talita - Conseguir espaço, com certeza! Mas com a internet e redes de relacionamento é possível driblar isso, que foi o nosso caso. Motores acabou, mas a história e os fans estarão sempre presentes. Tenho muito carinho por todos eles, que sempre apoiaram e nos acompanharam.
A Talita
ND - E seu novo projeto? O que você está trazendo pra nós agora?
Talita - Meu novo projeto começou de um jeito e agora está tomando outra direção, o que me anima muito! Já tenho algumas músicas prontas que fiz em parceria com o Mauro Motoki (Ludov) e posso dizer que é diferente. O Miranda define como Indie, rs. Continuarei gravando, estou fazendo aos poucos sem pressa, vou ao RJ esporádicamente aos finais de semana gravar com o maravilhoso Chico Neves, sou fã dele!
ND - O que você pode falar sobre suas inspirações?
Talita - Nestas composições, falo do que estou sentindo, do que passei, é um trabalho mais pessoal. Me inspiro em algumas cantoras como a Karen O , Ida Maria, Feist. Estou em uma fase onde volto toda a atenção para mim, quero me conhecer mais, quero mudar, estou trocando de pele.
ND - Você tem alguma atividade ou quem sabe um projeto paralelo que não conhecemos ainda?
Talita - Tenho uma produtora de vídeo com mais dois sócios, Avallon Media. Trabalho com novos negócios. Apresento alguns vídeos para web, mas a música é minha vida, esta é minha prioridade, continuar gravando e poder tocar logo por aí.
Na diagonal
ND - Como é seu envolvimento com a arte e a cena independente?
Talita - Amo música, grafite, moda, cinema, animação, livros, pinturas, sempre estou buscando outras formas de inspiração. A cena independente é importantíssima e tem muita coisa boa, muita mesmo! Adoro descobrir bandas novas, escritores novos, assitir curtas e produções independentes, alimenta a alma.
ND - Você acha que na cena independente existe mainstream?
Talita - Acho que não existe mais mainstream. O mercado é outro, quase todos que vivem disso hoje, saíram da cena independente, da internet, do festival, ralaram.
ND - Qual a postura que um artista mais conceituado poderia ter com quem está começando? Essa relação você considera saudável para ambos?
Talita - Dando oportunidade, não existe competição, uma cena musical forte é uma cena unida!
ND - Como você vê a relação da musica com os demais movimentos artísticos, como artes plásticas, teatro, literatura etc..Acha que precisa haver mais integração?
Talita - Acredito que isso já aconteça. Fui a festivais com grafiteiros, no cinema e teatro isso já existe a anos, na moda sempre esteve. Não dá pra separar música de nada!
ND - Como você acha que seu trabalho pode influenciar em outros movimentos artísticos e vice-versa?
Talita - Como forma de inspiração!
ND - Quem você indica para ouvir, ler, ver e quem você acha que podemos ficar de olho por que dali vai sair coisa boa? comente um pouco de cada.
Talita - Para ouvir, Cachorro Grande, adoro! Para ler Mate-me, por favor! Um clássico. Para ver, 2012 e ficar de olho, Ida Maria.
Rapidinhas.
Quais foram suas 3 últimas “twitadas”?
- Pra quem não ouviu, ouve aí
- Já ouviram Dead Disco? Sensacional!!!!
- ops! ENTERLUDE- the killers...piano lindo!
3 momentos:
O nascimento da minha filha, a vitória no Rally e Minha primeira viagem fora do Brasil com 18 anos
Um antes:
Vinho
Um durante:
Bom papo
Um depois:
Boa música
E pra fechar a frase:
“Nos vemos no próximo... ” : ano!
Para a companhar a Talita:
Myspace: myspace.com/talitarock e no twitter: @talitarock
E aguardem novas entrevistas em breve.
By Lucas Rottgering